‘Agora eu se consagro’ ou é preciso saber ganhar

Cavadinha na Copa do Mundo é fácil, quero ver na Copa do Brasil. Foi o que eu pensei quando o Loco se aproximou da marca da cal ontem. E foi exatamente o que aconteceu. Depois de uma partida tensa em que o Treze começou a gostar do jogo, o uruguaio fez o gol salvador. Mas ainda não livrava o Bota de um possível vexame.

Vexame no sentido desportivo e bonito da palavra, desses que a Copa do Brasil nos brinda de tempos em tempos e que faz a imprevisibilidade do futebol se concretizar de maneira tão democrática e antirregional.

E o Bota provavelmente já sabia que seria o protagonista principal, já que o Palmeiras já tinha feito a lição de casa, espantado o fantasma do Asa de Arapiraca que vira e mexe se faz lembrar. Renato e Loco desperdiçaram suas cobranças. E quando Léo Rocha teve a chance da vida, ele foi tomado por aquele famoso bordão ‘agora eu se consagro’ e resolveu – sabe cargas d´água porque –  lançar mão de uma cavadinha. Errou, claro. Talvez a falta do epíteto da sanidade tenha influenciado. Jefferson esbravejou, muito. Apontou o dedo em riste e pudemos fazer a leitura labial: ‘aqui não!’ – como que defendendo o espaço exclusivo das cavadinhas pertencente ao seu companheiro de equipe. O que me levou a pensar: é sabido que é preciso saber perder. Mas, mais que isso, é preciso saber ganhar.

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