Chico

Vascaíno no Rio e palmeirense em São Paulo, Chico Anysio recebeu homenagens pelos estádios neste fim de semana. No sábado, contra o Bonsucesso, os jogadores do Fluminense mostraram o carinho ao humorista na comemoração de um dos gols da vitória do tricolor por 2 a zero. A ironia foi ver Deco e Fred, que compõem um dos elencos mais caros do futebol brasileiro, imitarem o famoso gesto do professor Raimundo.

Já no domingo, a homenagem do time de Palestra Itália foi singela e representativa. No lugar dos nomes, cada jogador trazia na camisa um personagem de Chico. Não se sabe se os jogadores escolheram os seus ‘tipos’ ou foram escolhidos. O fato é que o Professor Raimundo – Marcos Assunção – tomou a frente da peleja e ensinou como se chuta de fora da área. Barcos, o Pantaleão, não fez jus ao contador de histórias e passou em branco no seu capítulo contra o Corinthians. Ricardo Bueno como Coalhada foi piada pronta, né?

Marcio Araújo, sempre esforçado e raçudo, teve uma sina infeliz sob a alcunha do Profeta. E ainda teve a camisa 10, a mais simbólica. Valdívia era o Divino, numa clara alusão ao personagem do humorista e ao ídolo palestrino, Ademir da Guia.  Na trama do humorista, Divino era um guia espiritual malandro e fajuto que iludia a boa fé das pessoas. Não sei se foi o peso da camisa do Ademir ou do Divino do Chico, mas aquele Valdívia que os torcedores palmeirenses se acostumaram a ver jogar bem em clássicos decisivos ficou devendo mais uma vez.

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